Como escrever uma candidatura que seja lida
O que quem avalia procura, e os três erros que afundam a maioria das candidaturas.
Quem lê a sua candidatura tem uma pilha delas e uma lista de pré-selecionados para preencher. Não procura uma escrita perfeita. Procura indícios de que você vai aparecer, chegar ao fim e usar o que aprender.
Responda à pergunta que foi feita. Se lhe perguntam porque quer participar, escreva sobre si e sobre este programa — não um parágrafo que serviria para qualquer programa em qualquer lado. Quem avalia percebe numa frase se a resposta foi escrita para ele, e as genéricas são as primeiras a cair.
Seja concreto, porque só o que é concreto pode ser acreditado. "Sou apaixonado por tecnologia" não diz nada a quem avalia. "Arranjei o telemóvel da minha irmã, depois três vizinhos trouxeram os deles, e quero perceber o que é que eu estava mesmo a fazer" diz-lhe que é curioso, prático e que já começou. Uma pequena história verdadeira vale sempre mais do que uma grande afirmação.
Diga o que vai fazer com isso. Os programas existem para produzir um resultado, e quem os organiza é avaliado por os participantes chegarem a algum lado depois. Se sabe o que quer a seguir — um emprego numa oficina, a sua própria banca de reparações, uma vaga num curso mais longo — diga-o com clareza.
Há três coisas que afundam candidaturas mais do que quaisquer outras. Deixar perguntas respondidas pela metade, porque se lê como falta de interesse. Escrever muito mais do que foi pedido, porque se lê como falta de critério. E candidatar-se à última hora, porque as respostas mostram-no.
Escreva as suas respostas num sítio onde as possa guardar antes de as colar no formulário. As ligações caem, e perder quarenta minutos de reflexão é a razão pela qual muita gente nunca se candidata uma segunda vez.
Não precisa que ninguém a escreva por si, e não deve pagar a ninguém para o fazer. Ninguém que avalie candidaturas para a AYC lhe pedirá dinheiro.